{"id":76,"date":"2010-10-18T12:53:42","date_gmt":"2010-10-18T14:53:42","guid":{"rendered":"http:\/\/sandro.eng.br\/wordpress\/?p=76"},"modified":"2010-10-18T12:53:42","modified_gmt":"2010-10-18T14:53:42","slug":"enterprise-2-0-o-que-ha-de-diferente-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sandro.eng.br\/wp\/?p=76","title":{"rendered":"Enterprise 2.0: o que h\u00e1 de diferente agora?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn1.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcQbSKJVlf7OTkmdbdtsmX4c5gd6ArE6liX14XK5rsWcV7Y8TVuxgg\" alt=\"\" name=\"z6_J9L4fdtXPkM:\" data-src=\"https:\/\/encrypted-tbn1.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcQbSKJVlf7OTkmdbdtsmX4c5gd6ArE6liX14XK5rsWcV7Y8TVuxgg\" data-sz=\"f\" \/><\/p>\n<p>Por Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online<\/p>\n<p>Durante evento no Rio de Janeiro, Andrew McAfee destaca o fen\u00f4meno da &#8220;Techonomia&#8221; como a vertente para as rupturas da web e fala sobre a efici\u00eancia da colabora\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u201cQuantos de voc\u00eas j\u00e1 ouviram falar em web 2.0 e Wikipedia? E quantos utilizam com freq\u00fc\u00eancia estes recursos?\u201d Com tais questionamentos, Andrew McAfee, diretor cient\u00edfico de pesquisa da Sloan School of Management, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), e diretor do Center for Digital Business dessa escola, deu in\u00edcio a sua palestra sobre estrat\u00e9gia de redes sociais realizada no Rio de Janeiro, em 4 de outubro. O ex-professor do MIT abordou quatro grandes quest\u00f5es envolvendo as novas tecnologias sociais: o que h\u00e1 de diferente agora, interagindo, vencendo e perdendo no novo cen\u00e1rio, inova\u00e7\u00e3o social e inova\u00e7\u00e3o aberta, e a lideran\u00e7a na era das redes sociais.<br \/>\n\u201cQuero falar sobre o que est\u00e1 mudando neste universo 2.0, mas isso n\u00e3o significa que toda a experi\u00eancia que temos n\u00e3o ser\u00e1 mais util. Garanto que o conhecimento que temos se aplica perfeitamente a este mundo novo. O que est\u00e1 acontecendo \u00e9 uma transi\u00e7\u00e3o que diz respeito a tecnologia e como a economia tem funcionado neste contexto, que chamo de \u2018Techonomia\u2019. N\u00f3s somos \u2018tecnologistas\u2019 e temos que aproveitar o que este momento tem para nos oferecer\u201d, afirma.<br \/>\nCitando o exemplo de empresas como o Google, que teve um salto de crescimento de 24% no faturamento no segundo trimestre de 2010, Andrew destaca a for\u00e7a deste modelo de servi\u00e7o gratuito com alta lucratividade de retorno. \u201cAs empresas est\u00e3o vendo como os custos mudaram. Precisamos dar para as pessoas o que elas querem, e de gra\u00e7a. A web 2.0 \u00e9 feita de plataformas para as pessoas se expressarem e n\u00e3o mais uma via de m\u00e3o \u00fanica, como acontecia naquela plataforma 1.0\u201d, enfatiza.<br \/>\nAntes da explos\u00e3o da quantidade de conte\u00fado online, a web passou por uma fase de ruptura, de transi\u00e7\u00e3o da Web 1.0 para a 2.0 &#8211; a internet das plataformas f\u00e1ceis e gratuitas. MacAfee questiona a plateia novamente: \u201cquem aqui j\u00e1 ouviu falar da Nupedia?\u201d E relembra: \u201cA Nupedia, antecessora da Wikipedia, come\u00e7ou em 2000 com uma proposta inovadora de seus fundadores &#8211; Jimmy Wales e Larry Sanger, mas a forma de fazer era antiquada. Alguns pontos mostram como a Nupedia funcionava e nos faz pensar a raz\u00e3o de n\u00e3o ter dado certo.\u201d<\/p>\n<p>\u201cE por que o modelo 1 da Wikipedia n\u00e3o deu certo?\u201d, questiona McAfee. Justamente porque foi feita da maneira errada, com muitas regras que dificultavam o compartilhamento das informa\u00e7\u00f5es. \u201cO investimento na Nupedia foi de aproximadamente US$ 250 mil d\u00f3lares e depois de 18 meses, apenas 12 vezes as pessoas dedicaram tempo para ajudar o processo. Em janeiro de 2000, os fundadores ouviram falar na tecnologia wiki e adotaram uma filosofia diferente. Eu sempre digo que se voc\u00ea quiser um resultado bom, controle o processo. Isso significa sair da linha de frente e ver como as pessoas interagem. N\u00e3o defina tudo perfeitamente\u201d, alerta.<\/p>\n<p>A Wikipedia s\u00f3 passou a ter sucesso pela aus\u00eancia de regras e por sua estrutura de f\u00e1cil acesso. Os pr\u00f3prios princ\u00edpios de colabora\u00e7\u00e3o refletem a filosofia da plataforma que orienta os usu\u00e1rios a serem ousados sem se preocupar em cometer erros. Como resultado, hoje existe cerca de 3,4 milh\u00f5es de artigos postados. \u201cA li\u00e7\u00e3o \u00e9 acabar com a obsess\u00e3o de definir regras. Com isso vamos receber muito conte\u00fado, mas tamb\u00e9m receberemos muito lixo. Afinal, existe uma cita\u00e7\u00e3o que diz: a internet \u00e9 uma biblioteca onde os livros est\u00e3o todos no ch\u00e3o. E de fato est\u00e3o. S\u00f3 precisamos encontrar os melhores livros\u201d.<\/p>\n<p>Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online<\/p>\n<p>Fonte: HSM Online<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Tese da Enterprise 2.0<\/strong><\/p>\n<p>O conceito de Empresa 2.0 se origina do artigo Enterprise 2.0, escrito por Andrew McAfee em 2006 no Sloan Management Review. O pesquisador defende que algumas tecnologias 2.0, quando utilizadas para prop\u00f3sitos corporativos, t\u00eam o potencial de transformar a estrutura, a cultura e a maneira pela qual as informa\u00e7\u00f5es fluem na empresa e, portanto, o modo pelo qual as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas.<\/p>\n<p>Atualmente essa \u00e9 a tese mais popular e que melhor explica a rela\u00e7\u00e3o entre algumas das novas tecnologias 2.0 e seu impacto nos modelos de neg\u00f3cio. A tese foi comprovada por pesquisas realizadas por Institui\u00e7\u00f5es de renome, como a McKinsey &amp; Company (How companies are benefiting from Web 2.0) e a Frost &amp; Sullivan (The Impact of Collaboration on Business Performance), al\u00e9m de estudos nacionais, como os da E-Consulting Corp. (Web 2.0 e o Consumidor 2.0;<\/p>\n<p>Gest\u00e3o do Conhecimento 2.0; Redes Sociais, Comunidades e a Gest\u00e3o dos Stakeholders Corporativos) e da DOM Strategy Partners (Empresas 2.0 e os Modelos de Neg\u00f3cios; O Novo Marketing; O Novo RH), que encontraram correla\u00e7\u00f5es entre a utiliza\u00e7\u00e3o de algumas tecnologias baseadas na Web 2.0 e a capacidade de inovar das empresas.<\/p>\n<p><strong>Melhorando a Tese<\/strong><\/p>\n<p>No SRC (Strategy Research Center), think tank de estudos estrat\u00e9gicos do Grupo ECC, estamos revisando algumas dessas pesquisas e as incorporando a algumas de nossas pr\u00f3prias pesquisas para tentar compreender o impacto &#8220;desses agentes&#8221; sobre as empresas brasileiras.<\/p>\n<p>A Web 2.0, por defini\u00e7\u00e3o, tem um componente social muito forte e, portanto, qualquer discuss\u00e3o acerca da evolu\u00e7\u00e3o dos modelos de neg\u00f3cios deve ser capaz de incorporar os demais membros do ecossistema de uma organiza\u00e7\u00e3o. Dentre esses membros, temos percebido que os Usu\u00e1rios e os principais elos da Cadeia de Suprimentos s\u00e3o aqueles com necessidades e desejos mais prementes de se inserirem de forma colaborativa no neg\u00f3cio da empresa.<\/p>\n<p>Em nossa forma de entender, o conceito proposto por McAfee foca excessivamente sobre os colaboradores e, poderia ser melhorado com a incorpora\u00e7\u00e3o de alguns dos conceitos cunhados pelo SRC, em especial o Usu\u00e1rio 2.0, o Consumidor 2.0 e o Supply Chain 2.0 (Link: <a href=\"http:\/\/www.e-consultingcorp.com.br\/midia\/ultimos-artigos\/web-2.0-mudanca-inexoravel\/?searchterm=2.0\">http:\/\/www.e-consultingcorp.com.br\/midia\/ultimos-artigos\/web-2.0-mudanca-inexoravel\/?searchterm=2.0<\/a> ).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, outra percep\u00e7\u00e3o que emerge em nossas pesquisas \u00e9 que a evolu\u00e7\u00e3o para a Empresa 2.0 esbarra no medo da mudan\u00e7a e nas arquiteturas, hierarquias e processos estabelecidos. Para as empresas os obst\u00e1culos n\u00e3o s\u00e3o mais tecnol\u00f3gicos, mas sim associados \u00e0 cultura, transpar\u00eancia e avers\u00e3o ao risco dos principais executivos e ao custo da mudan\u00e7a em si.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es relacionadas \u00e0 seguran\u00e7a e dificuldade em se estimar ROI dessas iniciativas tamb\u00e9m t\u00eam sido apontadas. Os obst\u00e1culos s\u00e3o t\u00e3o importantes que alguns dos principais benef\u00edcios oriundos das tecnologias 2.0 n\u00e3o est\u00e3o sendo apropriados pelas empresas brasileiras, tais como: redu\u00e7\u00e3o de custos associados a intera\u00e7\u00f5es com stakeholders, substitui\u00e7\u00e3o de canais, gera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e conhecimento espec\u00edfico, gest\u00e3o mais eficiente de projetos, dentre outros.<\/p>\n<p>Naturalmente, tais conclus\u00f5es s\u00e3o apenas propositivas e n\u00e3o pretendem ser definitivas. Dessa maneira, convidamos todos nossos leitores a juntar-se a nossa discuss\u00e3o e contribuir com suas opini\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.administradores.com.br\/\">www.administradores.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online Durante evento no Rio de Janeiro, Andrew McAfee destaca o fen\u00f4meno da &#8220;Techonomia&#8221; como a vertente para as rupturas da web e fala sobre a efici\u00eancia da colabora\u00e7\u00e3o \u201cQuantos de voc\u00eas j\u00e1 ouviram falar em web 2.0 e Wikipedia? 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