Por Laerte Russo Farias
Entre os mega negócios concretizados recentemente está a compra da rede Burger King por um fundo de investidores brasileiros, negócio foi fechado por US$ 4 bilhões
A princípio, todo processo de compra e venda de uma empresa passa por uma série de processos relativamente demorados, dependendo da qualidade das informações disponíveis e de sua veracidade.
Visando esta ação no curto ou médio prazo, as empresas têm de se preparar para que este objetivo possa ser executado dentro dos princípios e prazos normais. Quem está pensando em aproveitar esta onda para crescer com a união de esforços e atingir metas maiores, deve iniciar imediatamente os processos convencionais para aproveitar as oportunidades que serão criadas.
“A primeira providência está na transparência dos seus resultados e na forma de controles e gerenciamento destes. Em seguida, a realização de um trabalho sério, envolvendo as três grandes vertentes do processo, que são: um Business Plan (Plano de Negócios) bem feito; um valuation, ou seja, a determinação do valor do negócio de forma consistente; e uma boa apresentação para investidores e outros interessados”, explica o economista Laerte Russo Farias.
Outro ponto lembrado pelo economista e considerado de fundamental importância para que o processo tenha sucesso é a contratação de alguém que saiba lidar com o método de negociação e tenha expertise em trabalhar com sigilo, organização, além de uma boa carteira de prováveis investidores e compradores.
Para Farias, a busca do capital por ativos reais e que possam trazer lucros com a atividade econômica é visível. “As grandes ondas de fusões como Santander comprando Real, Itaú fundindo-se com Unibanco, Banco do Brasil comprando Nossa Caixa, Rede Pão de Açúcar e Casa Bahia, além de empresas comprando controle acionário de outras em Bolsa de Valores são muito grandes e evidentes. Nesta semana, por exemplo, tivemos o processo de capitalização da Petrobras, que resultou em mais de U$ 70 bilhões, na maior venda de ações do país.”, aponta.
Segundo ele, investidores, fundos de Private Equity, empresas que buscam ampliação de Market Share e novos negócios estão borbulhando no mercado. “Isto não quer dizer que tenhamos uma onda depreciativa; ao contrário, já que o negócio que gera resultado tem valor sempre. Às vezes, por oportunidade, podemos valorizar mais um ramo de atividade do que outro, mas, na média, o que vale é o negócio que gera riqueza”, finaliza.
Laerte Russo Farias – é economista e já realizou mais de 60 gestões de recuperação empresarial. É especialista na área de Fusões e Aquisições, Governança Corporativa e Plano de Negócios. É diretor da Corporate SP Business Consulting e conquistou, entre outros, o Prêmio “Destaque IBEF”.
Disponível em: www.cmconsultoria.com.br